domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dos Desapegos...

O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia
e aí sentou-se para dormir debaixo
de uma árvore.

Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia
e diz, quase sem fôlego: -Aquela pedra!

Eu quero aquela pedra.

- Mas que pedra? Pergunta-lhe o Hindu.

- Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho,
ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao
pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria
uma pedra muito grande e preciosa que
me faria rico para sempre.

Então, o Hindu mexeu na sua trouxa
e tirou a pedra e foi dizendo:

- Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a
num trilho da floresta, alguns dias atrás;
podes levá-la!

E assim falando, entregou-lhe a pedra.

O homem olhou maravilhado para a pedra.

Era um diamante e, talvez, o maior
jamais visto no mundo.

Pegou, pois, o diamante e foi-se embora.

Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado
para o outro em sua cama sem conseguir
dormir.

Então, rompendo o dia, foi ver novamente
o Hindu e o despertou dizendo:

- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou
possível desfazer-se de um diamante tão
grande, com tanto desprendimento!

17 comentários:

Francisco disse...

Ah, Vivi!
Essa riqueza ninguém dá, nem compra. Se conquista...!
Um super beijo, minha amiga!

Daniel Savio disse...

Agora sim o cara começou a entender a sabedoria...

Fique com Deus, menina Vivian.
Um abraço.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Vivi, acabei de receber de um amigo e passo *para ti que mereces e pela força que nos dás*
Beijos muitos************da Rê pra você, amiga querida!

*Amiga Renata,
Para ti que mereces,
e pela força que nos dás.

Eu queria estar contigo
Até me esquecer de mim
Tu te esqueceres de ti
E nós nos esquecermos de nós.
Eu contigo queria estar
como terra, luz, água e ar,
Vida que dá vida
Luz que dá luz
Terra que dá pouso
E mar pra navegar
No corpo-barco
Dum outro lugar.

Eu queria estar contigo,
Não para sermos dois,
Mas para sermos o universo.


Uma semana feliz.

Jortas*

Bom dia sempre!

HSLO disse...

Fascinante amiga.
Gostei muito dessa reflexão.



abraços


Hugo

Solange Maia disse...

bela reflexão...
beijocas

Andradarte disse...

Sabia reflexão..
Linda atitide....
Beijo

Luis Eustáquio Soares disse...

desfazer-se da riqueza, dos bens materiais, da posse às coisas e às pessos, da concentração, em si, do que não é nosso, posto que deles mesmos; desfazer-se enfim e em começo de nós mesmos, posto que também nós não somos nosso; desfazer-se de qualquer forma de posse, despossuir-nos, para sermos de nada e de ninguém, como a poesia.
beijos
luisdelamancha

Pelos caminhos da vida. disse...

Uma sábia reflexão.

Uma semana de luz.

beijooo.

FOTOS-SUSY disse...

OLA VIVI, MAGNIFICA POSTAGEM...UMA BELISSIMA REFLEXAO...ADOREI...QUE TENHAS UMA FELIZ E ILUMINADA SEMANA AMIGA!!!
BEIJOS COM CARINHO,


SUSY

ex-controlador de tráfego aéreo disse...

Oi Vivian,

é o que acontece quando se percebe que o tesouro não é o "diamante", não é a "pedra".

Um beijo com carinho!!!

Nanda Assis disse...

acho q a carapuça me serviu, qro devolver o diamante.

bjosss...

Ilaine disse...

Uma riqueza rara que não se compara com o valor de um diamante.

Beijo,Vivi, e uma boa semana para você.

Elcio Tuiribepi disse...

Oi Vivian...essas histórias são tão ricas das experiências humanas que me arrepio ao ler...
São tão simples,mas ao mesmo tempo tão complexas se formos pensar no nosso apego as coisas materiais que ela se torna gigante...
Vou deixar uma lenda aqui...se quiser postar qualquer dia...acho muito bacana também, pois nos leva a outras reflexões mais voltadas as nossas atitudes no cotidiano...
Valeu Vivian...obrigado pela emoção causada aqui dentro desta alma...rsrs
Bjo...boa semana...

Elcio Tuiribepi disse...

É esta...

Lenda Indiana

Sentados à beira do rio, dois pescadores seguram suas varas à espera de um peixe. De repente gritos de crianças trincam o silêncio. Ambos se assustam, olham em frente, olham para trás. Os gritos continuam e nada. Vêem então que a correnteza trazia duas crianças, pedindo socorro. Os pescadores pulam n’água. Só conseguem salvá-las à custa de grande esforço. Mais berros quando estão prestes a sair do rio. Notam quatro crianças debatendo-se, tentando salvar suas vidinhas. Só conseguem resgatar duas e sentem, além do cansaço a frustração pela perda. Não refeitos, ofegantes, exaustos, escutam uma gritaria ainda muito maior. Desta vez, oito pequenos seres vêm sendo trazidos pela correnteza. Um pula, o outro vira-se e ruma à estrada que acompanha a subida do rio. O amigo grita:
- Você enlouqueceu, não vai me ajudar?
Sem parar o passo, o outro responde:
- Tente fazer o que puder. Vou tentar descobrir quem está jogando as crianças no rio.

Espero que goste...
Um abraço na alma...bjo...bom inicio de semana ok...

ricardo calmon disse...

Que lindo,para te ler reler refletir e mãos suas beijar,minina poeta abissal,do amor e fraternidade sem fim!

Viva La Vida!

selo teu,floresce em blog meu Viva vida bzuzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Andréia A disse...

Oi Amada!!

Esta ai uma coisa que não se dá..
Nem se compra..

Um dia ainda aprendo a ser desapegada..
Beijos e uma otima semana repleta de muito carinho

εїз ViViAn ★ Sbrussi /(",)\ disse...

oiee!

gostei do seu blog!

=D